Olá, colegas,
quando cheguei à escola estava com 6 anos e minha mãe havia me ensinado a escrever meu nome em letras bastão. Não gostei da escola, era muito apegada à minha mãe e a saudade que sentia dela era imensa. Não queria mais ir à escola, mas minha mãe me obrigou e - confesso - ainda bem. Minha mãe era chilena e tinha todas as dificuldades - e ela sabia disso - em nos ensinar a grafia, porém cuidava da ortografia, da limpeza e organização de meus cadernos com esmero. Meu pai, brasileiro, sempre me dizia da importância em estudar e - como era a mais velha - deveria dar o exemplo aos meus irmãos.Não tenho recordações de como aprendi a ler, porém o período em que estive no Ensino Médio foi marcante. Conheci Vinícius de Moraes e me tornei uma grande poetisa - a literatura não sabe o que perdeu - tudo era motivo pra resultar em uma poesia, fossem sonetos ou não. Comecei a apreciar, também, Ágatha Christie, ficava tão envolvida com os mistérios que não conseguia parar de ler o livro, muitas vezes adormeci com o livro e acordei com ele todo amassado. Detestei Machado de Assis, e sempre digo isso aos meus alunos, afinal - e isso devemos confessar - não é fácil para um adolescente do século XXI ler livros do século XIX.Hoje, também, sou com Danuza Leão, leio tudo: bulas de remédio, jornais, revistas, histórias em quadrinhos, qualquer coisa que me cai às mãos eu quero ler. Muitas vezes, não gosto do que estou lendo, mas continuo, vou até o final. Enfim, ler, para mim, é o melhor passatempo. Abç
quando cheguei à escola estava com 6 anos e minha mãe havia me ensinado a escrever meu nome em letras bastão. Não gostei da escola, era muito apegada à minha mãe e a saudade que sentia dela era imensa. Não queria mais ir à escola, mas minha mãe me obrigou e - confesso - ainda bem. Minha mãe era chilena e tinha todas as dificuldades - e ela sabia disso - em nos ensinar a grafia, porém cuidava da ortografia, da limpeza e organização de meus cadernos com esmero. Meu pai, brasileiro, sempre me dizia da importância em estudar e - como era a mais velha - deveria dar o exemplo aos meus irmãos.Não tenho recordações de como aprendi a ler, porém o período em que estive no Ensino Médio foi marcante. Conheci Vinícius de Moraes e me tornei uma grande poetisa - a literatura não sabe o que perdeu - tudo era motivo pra resultar em uma poesia, fossem sonetos ou não. Comecei a apreciar, também, Ágatha Christie, ficava tão envolvida com os mistérios que não conseguia parar de ler o livro, muitas vezes adormeci com o livro e acordei com ele todo amassado. Detestei Machado de Assis, e sempre digo isso aos meus alunos, afinal - e isso devemos confessar - não é fácil para um adolescente do século XXI ler livros do século XIX.Hoje, também, sou com Danuza Leão, leio tudo: bulas de remédio, jornais, revistas, histórias em quadrinhos, qualquer coisa que me cai às mãos eu quero ler. Muitas vezes, não gosto do que estou lendo, mas continuo, vou até o final. Enfim, ler, para mim, é o melhor passatempo. Abç
Isabel Figueiroa
Comecei a lecionar em 1990 na rede privada de São Paulo. Fui aprovada no concurso público do Governo do Estado de São Paulo em 98 e me mudei para Mogi das Cruzes em 99, onde assumi meu cargo em 2000. Trabalho na mesma escola há 13 anos e moro próximo a ela o que facilita as idas e vindas à minha casa para almoçar, ir à hidroginástica e levar minha filha às aulas de dança e inglês.Adoro trabalhar com adolescentes, considero-os o meu elixir da juventude. Eles acalmam a minha chatice e me fazem esquecer as dificuldades enfrentadas no nosso dia a dia.

Boa noite Isabel! Muito Lindo o que você relatou, quando comecei a ler logo lembrei de um conto de Clarice Lispector que eu amo "Felicidade Clandestina" e você me fez lembrar da menina que adorava ler: a Clarice que era apaixonada peloslivros e principalmente por Reinações de narizinho de Monteiro Lobato. Eu quando criança não tive acesso aos livros pois meus pais não tinham condições de comprar e eu só fui tomar gosto mesmo pela leitura foi quando ingressei na faculdade e ficava admirando os professores. Mas hoje eu adoro ler e como você disse tudo que cai na minha mão eu leio mesmo que eu não goste eu termino pelo menos para saber o que está falando. Um abraço
ResponderExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirParabéns professoras!! Belíssimo trabalho.
ResponderExcluirE lembrando do conto "Felicidade Clandestina", é um dos contos que mais li em minha vida. É extremamente metáforico, num discurso feminino que só a Clarice foi capaz de revelar. Muito bom esse espaço para compartilharmos ideias, não é mesmo?
Abraço,
Ademilde
Querida Bel! Ler é uma aventura fantástica. Também gosto de ler de tudo um pouco. Assim como você tenho ótimas recordações das leituras feitas na escola: Coleção Vagalume ( um cadaver ouve rádio, A mina de ouro, A ilha perdida) Pollyana, Pai, me compra um amigo?. Depois descobri os romances e os clássicos. Lia tudo que caia na minha mão. A felicidade que um bom livro me proporciona...Meus filhos dizem que quando estou lendo o mundo pode acabar..... Um grande abraço.
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